ESCOLA ESTADUAL AMARO CAVALCANTI
RUA RAINEL PEREIRA, 40, SÃO
TOMÉ - RN, 59400-000
STPM JOTA MARIA - MOSSORÓ-RN, 22 DE FEVEREIRO DE 2024
HISTÓRICO DA
ESCOLA
Durante o governo do Dr. Alberto Maranhão foi instituído o
regime de ensino
Em grupos escolares no Rio grande do Norte, nas sedes dos
municípios, sendo cada
Grupo escolar identificado com nomes de figuras importantes
que se distinguiram na vida publica do país, estado ou município.
Foi no governo de Juvenal Lamartine de Farias que foi
construído o grupo escolar
De São Tomé, em 1928, tendo sido inaugurado no dia 30 de
dezembro do mesmo ano, pelo então governador, com toda a pompa. Era um dos mais
bonitos e bem construídos da região. Compareceram a solenidade além do
governador, o secretario de educação do estado, deputados estaduais, o prefeito
de Santa Cruz
O Cônego José Cabral, o juiz de direito da Comarca de
Santa Cruz e o povo em geral. O grupo escolar foi distinguido pelo nome do
Senador da Republica Amaro Cavalcanti, homem de grande influencia política no
estado. Esse grupo escolar funcionou desde a sua fundação em prédio próprio e
localizava-se próximo a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde atualmente
encontra-se construído o escritório da companhia de água e esgoto do RN (
CAERN) local.
O surgimento da escola coincide com a emancipação política da
cidade. Daí acredita-se ter aparecido a primeira centelha para a necessidade de
uma escola que pudesse dá resposta a demanda da busca do saber que a partir
daquele instante nascia nas paragens locais.
Coube as professoras: Adélia de Castro e Maria José a
organização geral da escola para inicio do primeiro ano letivo da escola em
1929. Ambas as professoras eram formadas pela Escola Normal de Natal. Segundo
depoimentos de alunos da época, a escola funcionava com muita pontualidade.
No primeiro grupo escolar de São Tomé, havia professores
diplomados e leigos, além das citadas, podemos destacar outros nomes que foram
lembrados por aqueles que foram seus alunos: Francisca Docarmo ( chiquita),
Joanita Costa, Ivone Fernandes, Nízia Neumann de Araújo, Iracema, Rita
Juventina de Souza, Rita Álvaro, Djanira, Margarida Furtado de Queiroz, Maria
Coeli Magno, Romilda, Sefora, Guiomar, Dulce entre outros, todas dedicadas ao
extremo.
O aluno era obrigado a escrever logo cedo. A aritmética(
naquele tempo ninguém chamava matemática) era na base da tabuada. Ai de quem
não soubesse tudo “na ponta da língua”, errou a tabuada, o castigo era certo
a palmatória.
A historia era na base da decoreba e da patriotada, muito
própria para a época,ditadura de Getúlio Vargas e o nacionalismo puxado para o
fascismo. Dava-se muita ênfase aos “feitos pátrios”, verdades distorcidas para
exaltar a grandeza da pátria. A culpa não era das professoras. Elas apenas
repassavam o que estava nos livros. Vivia-se o tempo do porque me ufano do meu
país. Elas cantavam os heróis sem saber que eram muito mais heroínas do que a
maioria daquelas figuras da historia.
Havia aulas de linguagem e de caligrafia. Os alunos copiavam
páginas e mais páginas em um caderno próprio para isso. As aulas de religião ou
catecismo eram ministradas na matriz de Nossa Senhora da Conceição, pelas
catequistas: Margarida Andrade, Rita Leonor de Medeiros, Maria do Nascimento,
Maria Arlete de Carvalho e Maria do Céu de Carvalho.
Com o crescimento da cidade de São Tomé o grupo escolar Amaro
Cavalcanti, sendo o único estabelecimento da região já não comportava o número
de alunos que procuravam a escola. Preocupados com a situação o prefeito da
época Sr. Francisco Leones Gomes de Assis e o Sr. Rainel Pereira de Araújo
buscaram juntos as autoridades do Estado a construção de um prédio que
comportasse um maior número de alunos. O governo do Estado por sua vez, exigiu
algumas providencias para realizar tal construção, sendo uma destas a doação de
um terreno ao Estado. A referida doação foi efetuada pelo Sr. Rainel Pereira de
Araújo, sendo este próximo a sua fazenda e bem afastada da cidade.
No governo do Dr. Sylvio Piza Pedroza foi construído o novo
prédio do grupo escolar, sendo inaugurado em 1952, presentes a solenidade: o
prefeito Sr. Antonio Pereira de Araújo, o Juiz de direto da comarca de São
Tomé: Dr. Manoel Luiz Gomes Neto, o vigário da paróquia Padre Manoel Pereira da
Costa, o Sr. João Faustino da Silva Filho e sua esposa professora Dalvanir de
Souza Faustino. Assumiu a direção da escola a professora Josefa Bezerra
Furtada, popularmente conhecida na comunidade por fefita. Esta dirigiu a escola
com a mais pura e sincera dedicação até a sua morte prematura.
Com o falecimento de Fefita em 21 de julho de1952, outras
educadoras dirigiram o Amaro Cavalcanti. No decorrer dos anos, a escola foi
crescendo graças a liderança de suas diretoras que deram exemplo de trabalho e
dedicação ao ensino.
DIRETORAS:
MARIA LUIZA, AUDA
PEREIRA DE CARVALHO,
MARIA LINDALICE DE
CARVALHO.
EGIDIA SALDANHA,
DALVENIR DE SOUZA
FAUSTINO,
FÊNIZ SERALIA GALVÃO
NUNES,
MARIA CÉLIA DE
MEDEIROS,
MIRNA MARIA MOURA DE
FRANCA,
REGINA COELI DE
ANDRADE,
TEREZINHA DE JESUS
ROCHA PEREIRA,
JOSEFA AMARO DE LIMA E
MARIA ELZUERTE
CAVALCANTI DE MENEZES.
AUXILIADAS
pelas vices- diretoras: Maria Creuza Gomes,Regina Coeli de
Andrade, Djanira Santiago Bezerra, Teresa Cristina da Silva, Maria Elzuerte
Cavalcanti de Menezes, vice-diretor Lenilson Dantas de Oliveira. Em 08 de
novembro de 2005 realizou-se a primeira eleição de gestão democrática na
escola. Com a participação de toda a comunidade escolar. Havendo a inscrição de
uma única chapa formada por diretora: Maria Elzuerte Cavalcanti de Menezes e
vice-diretor: Lenilson Dantas de Oliveira, sendo eleitos com 95% dos votos.
A segunda eleição foi realizada em 22 de novembro de2007 com
chapa única formada por: Lenilson Dantas de Oliveira (diretor) e Maria Elzuerte
Cavalcanti de Menezes (vice-diretora) reeleitos com 98% dos votos, foram
empossados pela governadora do Estado, Professora Wilma Maria de Faria, em 23
de dezembro de 2007 em Natal.
A Escola Estadual Amaro Cavalcanti foi criada oficialmente
pelo decreto n° 10.230 de 09 de dezembro de 1988, e a portaria 467/80 de
20/05/80, autorizou o 1° grau,retroagindo ao ano de 1952.o Amaro Cavalcanti foi
transformado em centro escolar da secretaria de estado da educação,cultura e
desporto, através do decreto n°12.509/95 de 13/02/1995, ficando sob sua
jurisdição as escolas: Escola Estadual Rui Barbosa( Rui Barbosa);Escola
Estadual Prefeito João Evangelista Ribeiro (Lagoa de Velhos) e Escola Estadual
TertulianoPinheiro Filho ( Barcelona), além das Escolas isoladas de:
Formigueiro, Bom descanso e Riacho Fundo. O centro Escolar foi extinto em 1999,
passando para a jurisdição da 4ª diretora regional de educação, em São Paulo do
Potengi.
O decreto nº15.677 de 10/10/2001 transformou a Escola
Estadual Amaro Cavalcanti, em estabelecimento de ensino fundamental e ensino
médio. Atualmente, a Escola vem se tornando uma referencia para o ensino
público do Estado,apesar de acomodar 845 alunos do ensino fundamental e médio,
divididos em três turnos ( matutino, vespertino e noturno)em um espaço
reduzido. Porem o espaço físico e o número de alunos não tem sido problema tão
agravante, esse é exatamente um dos aspectos que tem facilitado a boa qualidade
com que a escola tem ministrado a educação. Afirmativa comprovada pelo sucesso
que a escola tem alcançado em seus eventos. A escola conta hoje com uma
biblioteca escolar Pedro Pereira de Araújo fundada da década de 1950 e que
atualmente dispõe de um acervo literário de mais de 5.000 volumes; a praça
Regina Coeli de Andrade foi inaugurada em 08/09/2006; a radio AC Maria foi
instalada em 03/03/2008 o laboratório de informática inaugurado em 01/09/2008.
o patrono Amaro Cavalcanti, natural Caicó, Rio Grande do Norte, em 15 de agosto de 1849. De
família humilde, era filho de Amaro Cavalcanti Soares de Brito, professor
primário, e Ana Cavalcanti de Barros. Iniciou os estudos em sua cidade, tendo
ingressado no seminário de São Luís do Maranhão, onde seu irmão, João Maria
Cavalcanti de Brito, seria ordenado padre. Ainda adolescente deixou o sertão e
mudou-se para Recife, tendo trabalhado como caixeiro, e concluiu o curso de
humanidade
FONTE - WIKIPÉDIA